Santa Vitória do Palmar



O gentílico mergulhão

O gentílico "mergulhão" vem da semelhança de costume da população santa vitoriense, principalmente nos tempos antigos, com essa ave tão abundante na Planície Costeira do Rio Grande do Sul: da mesma maneira que a ave mergulha com seus filhotes ao perceber movimentação estranha, o santa vitoriense que vivia nas estâncias e fazendas, na imensidade dos campos sulinos, ao notar a aproximação de forasteiros, ao longe, em tempos onde era comum o banditismo, tentava proteger a família escondendo-a nos matos. Depois de identificada a visita, em sendo pessoas conhecidas ou de confiança, aos poucos iam aparecendo os moradores, dos mais velhos aos mais novos, começando pelo pai ou pela mãe, certificando-se, se era ou não, alguma patrulha ou corpo militar que estivesse recrutando soldados à força.

Hoje a maioria dos santa vitorienses gostam de serem identificados pelo gentílico mergulhão, principalmente quando longe do município, em outras cidades ou estados, mas até pouco tempo a palavra chegou a ter, para algumas pessoas, o mesmo significado de "bicho-do-mato", pessoa rude.

Geografia

Localizado no extremo meridional do Brasil a uma latitude 33º31'08" sul e a uma longitude 53º22'05" oeste, estando a uma altitude de 23 metros. Cedeu pequena parte de sua área ao Chuí, município instalado em 1997.

Seu nome deriva de grande quantidade de palmeiras de Butiá que haviam na área, provavelmente semeadas por aves migratórias, que se abrigavam nos banhados junto à Lagoa Mirim. Ainda se encontram alguns palmares, mas foram na maioria devastados pelas plantações de arroz, que intensificou-se na região a partir da década de 1960, com mecanização intensiva. A área em território uruguaio, contígua à Lagoa Mirim ainda apresenta palmares bem preservados.

A Lagoa Mirim é a maior lagoa do Estado do Rio Grande do Sul. A anteriormente considerada nesta condição era a Lagoa dos Patos, que hoje se sabe tratar-se de uma laguna. A Lagoa Mirim é palco de intensa atividade pesqueira e apresenta preciosas paisagens e um belíssimo por-do-sol. Há uma ligação entre a Lagoa Mirim e a Lagoa dos Patos, o canal ou rio São Gonçalo.

A cidade tem um pequeno porto lacustre na Lagoa Mirim , com acesso pela avenida Getúlio Vargas, atualmente com atividade mínima.

No balneário maritimo de Santa Vitória do Palmar, a Praia do Hermenegildo, ocorreu o fenômeno ambiental descrito como maré vermelha, atribuído a multiplicação anômala de algas, com efeitos tóxicos e mortandade de peixes e animais marinhos. Especulou-se também, na época, sobre um acidente com cargas tóxicas que teria ocorrido em águas uruguaias, como origem do fenômeno, mas nada ficou comprovado.

Jeju, uma ilha e província da Coréia do Sul, é o local antípoda do município de Santa Vitória do Palmar.

Clima

O clima do município é subtropical ou temperado, com verões moderados e invernos frescos. O mês mais quente é janeiro, com temperatura média de 22°C, enquanto o mês mais frio é julho, com média de 11°C. A temperatura média anual é de 16,5°C e a precipitação média anual é de 1.196 mm, regularmente distribuída durante o ano.

Economia

As atividades econômicas mais importantes no município, ao lado da arrozeira, são a pecuária bovina de corte e a ovina de lã. Ressalve-se que, devido a condições sanitárias e ambientais especiais, não há a incidência do ectoparasita carrapato no gado bovino do município, garantindo a integridade do couro animal.

Prefeito: Claudio Fernando Brayer Pereira
Vice-Prefeito: João Amintas Maciel