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14/03/2005 - Novas tecnologias no melão motiva debate em Dom Pedrito
* Fonte: Jornal da Fruta - pág. 13
A situação da cultura do melão na Metade Sul do estado e os resultados obtidos com dois sistemas de cultivo estiveram na pauta do Dia de Campo sobre melão, em Dom Pedrito - RS.
O encontro foi promovido pela Emater/RS - Ascar, Prefeitura, Associação de Fruticultores, Embrapa Clima Temperado, Programa RS- Rural, Comitê de Fruticultura da Metade Sul do RS e Prófruta/RS. O evento foi aberto pelo diretor técnico da Emater/RS e presidente do Comitê de Fruticultura da Metade Sul, Afonso Hamm. Os organizadores contaram com 150 produtores e técnicos que, pela manhã, acompanharam palestras sobre a cultura do melão na região,
a padronização, classificação e embalagem e a rotulagem do produto.
Os resultados obtidos em duas lavouras de melão, uma produzida no sistema convencional e outra agroecológica, foram conhecidos à tarde com atividade prática na propriedade do Sr. Omar Paz Maia, na localidade de Ponche Verde.
Desde 1997 vem se formando na região da Campanha um pólo produtor de melão que atinge, principalmente, os municípios de Dom Pedrito, Hulha Negra, Aceguá e Candiota. Atualmente são mais de 70 hectares com a fruta, envolvendo 60 produtores. Duas variedades predominam: o melão Espanhol Amarelo (80%)
e o tipo Cantalupe (20%). Os agricultores devem retirar das lavouras nesta safra entre 15 e 30 toneladas por hectare. O primeiro cultivo comercial de melão
na região foi em Candiota, quando em apenas um hectare foram produzidos
40 toneladas, comprovando as indicações da pesquisa e extensão sobre as condições naturais favoráveis à atividade, principalmente no que se refere ao clima.
O diretor técnico da Emater/RS e presidente do Comitê de Fruticultura da Metade Sul, Afonso Hamm, lembra que o melão pode render ao produtor em
um curto período (em média 150 dias) aproximadamente R$ 12 mil por hectare. "Uma das metas do Prófruta e da assistência técnica, colaborando na implantação de tecnologias, é consolidar a região como um pólo produtor de melão de alta qualidade e só conseguiremos isso com a organização do produtor que já se faz presente nos municípios envolvidos nesse processo. assim poderemos atingir mercados mas distantes", afirma Hamm.
As possibilidades de mercado para a fruta, segundo ele, são muito boas já que a produção gaúcha pode ser colocada no mercado nacional no período de entresafra da região Nordeste, maior produtora do país.
Conforme o assistente técnico regional de fruticultura da Emater/RS-Ascar, Tailor Garcia, na safra de 2004 para a de 2005 houve um crescimento entre 20% e 30% em área. Estão envolvidos no processo pequenos produtores e assentados da reforma agrária. "Em uma região onde a pecuária extensiva e o arroz irrigado predominam, cultivar o melão se tornou uma alternativa de diversificação da matriz produtiva com bom potencial para ageração de emprego e renda", destacou Garcia.
* Fonte: Jornal da Fruta - pág. 13
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